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Depoimentos
(Obs: textos originais sem retificações ortográficas)

Andréa de Assis
“Amiga, vou lhe contar uma história que aconteceu há anos atrás: Era uma vez uma comunidade localizada lá no alto do morro. Algumas mulheres viviam tristes, carentes, sem auto-estima, judiadas pela própria sociedade que morava lá embaixo. Muitas delas trabalhavam para tirar o sustento da família. Elas não tinham ambições, mas sonhavam até mesmo acordadas, em terem dias melhores. A rotina que as dominava, as tornavam secas, amargas, egoístas. Chegavam até a se humilharem entre si, por bobeiras. Desejavam o mal ao Deus dará.
Até que um dia, um anjo pairou sobre elas. Ele vinha toda semana e trazia com ele, um enorme espelho. Quando as mulheres precisavam de ajuda, o anjo colocava o espelho ma frente delas e dizia:
- Mirem-se! Só esta pessoa dentro do espelho pode ajudar a cada uma de vocês. Elas pensavam, pensavam, e nada! E o anjo mais uma vez falava:
- Vocês querem? Vocês vão conseguir. Vocês são luz!
Isso se repetia a cada aparição do anjo. Passou-se vários anos e hoje meu amigo, você não imagina o que vou te contar agora. Lá no morro não mora mais ninguém. Lá no alto só a auto estima das pessoas. As mulheres trabalhavam fora sim, tinham uma profissão e ganhavam o necessário para suprir todas as suas necessidades. Eram empresárias, domésticas nota 10, artesãs, bailarinas. Desejar o mal nem em sonho, pois se era um grupo, o mal caía sobre todas. E você há de perguntar:
- E o anjo?
- O anjo continua a pairar sobre as comunidades carentes de auto-estima.
- E o povo no morro? Onde mora?
- O povo, meu querido amigo, mora no mais renomado condomínio que existe nas redondezas, é o condomínio chamado: Comunidade do Amor.”
“Quando eu tinha 4 anos eu perdi meu pai. Eu quase não tinha contato com ele. Só agora eu fui intender que ele morreu. Eu no dia não intendi nada por que eu era muito pequena, meu pai era drogado e foi morto pelo tráfico de drogas eu chorei muito. Meu pai não teve ajuda da comunidade dele. Mas eu tenho ajuda na minha comunidade. Hoje eu faço balet na Comunidade do Amor e não pretendo usar drogas como o meu pai.”
Brenda Santos


